Um grupo de jogadores está organizando um grande protesto contra a possível venda da Electronic Arts, em uma ação marcada para o dia 11 de maio, no campus da empresa em Redwood City, Califórnia. O movimento está sendo liderado pelo coletivo The Players Alliance, que pretende realizar uma “invasão” simbólica ao local utilizando elementos inspirados em videogames para chamar atenção da comunidade e da mídia.
Segundo as informações divulgadas, o protesto surge como resposta ao possível acordo avaliado em US$ 55 bilhões, que pode colocar a dona de franquias como EA Sports FC 25, Battlefield 2042 e The Sims 4 sob controle de um grupo de investidores que inclui o PIF, fundo soberano da Arábia Saudita.
O que está planejado para o protesto
O evento promete ser bastante teatral e cheio de referências ao universo gamer. De acordo com o comunicado do grupo organizador, jogadores usando cosplay de personagens famosos irão marchar até o campus da EA carregando um enorme pergaminho de aproximadamente 15 metros contendo mais de 70 mil assinaturas de uma petição contra a negociação.
Além disso, outro grupo de participantes deve aparecer vestido como “vilões corporativos”, usando ternos e cartolas enquanto acompanham uma barra de vida gigante que diminuirá conforme os apoiadores interagem online com o evento.
Outro destaque da manifestação será uma demonstração simbólica envolvendo loot boxes gigantes com o logo da EA. As caixas serão abertas durante o protesto para representar, segundo os organizadores, as consequências negativas da possível venda da empresa.

Entre os elementos exibidos dentro das loot boxes estarão símbolos relacionados a:
- Demissões em massa
- Fechamento de estúdios
- Monetização agressiva
- Uso crescente de inteligência artificial
Toda a ação será transmitida ao vivo na Twitch através da stream de SlayerKase.
Por que os jogadores são contra a venda da EA
Segundo o The Players Alliance, a principal preocupação da comunidade envolve possíveis mudanças internas após a aquisição bilionária.
O grupo afirma que acordos desse tipo costumam gerar pressão por cortes de custos, aumentando riscos de demissões e mudanças na filosofia de desenvolvimento dos jogos. Outro ponto citado envolve o crescimento do uso de inteligência artificial dentro da indústria, algo que muitos jogadores acreditam que pode afetar diretamente a qualidade e criatividade dos títulos futuros.
Além disso, existe receio de que a monetização dos jogos fique ainda mais agressiva, com aumento de microtransações, passes pagos e conteúdos premium.
Nos últimos anos, diversas publishers da indústria enfrentaram críticas relacionadas a demissões em massa e estratégias focadas em lucro rápido, o que acabou aumentando ainda mais a desconfiança da comunidade.
EA já comentou sobre o assunto
A Electronic Arts chegou a comentar publicamente sobre a possível aquisição e afirmou que manteria sua liberdade criativa e seus valores centrados nos jogadores.
Mesmo assim, a declaração não foi suficiente para acalmar parte da comunidade, que segue mobilizando campanhas online e protestos para demonstrar insatisfação com a negociação.
Até o momento, o acordo ainda não foi oficialmente concluído.
Fonte: Insider Gaming























