O lançamento do primeiro Resident Evil quase teve uma mudança bastante estranha. Segundo Shuhei Yoshida, o PlayStation chegou a pedir que o sangue do jogo fosse alterado de vermelho para verde.
A revelação mostra como a indústria ainda estava se organizando na época, principalmente quando o assunto era conteúdo violento.
Pedido veio antes de existir classificação etária
De acordo com Yoshida, no período do lançamento não existia um sistema de classificação etária consolidado como hoje.
Por isso, o próprio PlayStation adotava uma filosofia interna: tentar tornar os jogos acessíveis para o maior público possível.
Dentro dessa lógica, a ideia de mudar a cor do sangue parecia uma solução simples para reduzir o impacto visual da violência.
Resultado não agradou nem a Sony
A Capcom chegou a testar a mudança, mas o resultado não funcionou.
Segundo Yoshida, a versão com sangue verde prejudicava completamente a atmosfera do jogo. O clima de terror, que era um dos pontos mais importantes da experiência, simplesmente não funcionava da mesma forma.
Diante disso, a ideia acabou sendo descartada.
Solução foi avisar o jogador
Sem a mudança, a alternativa encontrada foi mais direta. Em vez de alterar o conteúdo, o PlayStation optou por avisar o público.
A solução foi colocar um selo vermelho na capa do jogo, indicando que ele continha violência e cenas mais pesadas.
Assim, o jogo pôde ser lançado com sua proposta original intacta.
Fonte: MeriStation























