Platinar The Last of Us Part II não é apenas completar desafios ou acumular troféus. É se comprometer com uma jornada longa, emocionalmente exaustiva e, em muitos momentos, desconfortável. E isso não é força de expressão, é exatamente o que jogadores relatam após meses tentando chegar ao tão desejado troféu de platina.
Uma platina que começa como desafio… e vira resistência mental
A proposta inicial parece simples: completar a história, coletar tudo e enfrentar os modos extras. Mas The Last of Us Part II não joga limpo com o jogador.
Ao longo da jornada de platina, você vai encarar:
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múltiplos playthroughs
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coleta extensa de itens
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desafios que exigem planejamento extremo
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e modos que testam mais sua paciência do que sua habilidade
Não é à toa que muitos jogadores descrevem a experiência como “miserável, mas inesquecível”.

O peso emocional NÃO é opcional
Diferente de outros jogos, aqui o sofrimento não vem só da dificuldade. A narrativa é cruel, opressiva e repetidamente desconfortável. Reviver certos momentos — algumas vezes em dificuldades mais altas — cobra um preço emocional real.
Há jogadores que relatam que:
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o segundo playthrough é pior que o primeiro
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cenas impactantes doem mais quando revisitadas
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o desgaste mental é tão pesado quanto o técnico
Platinar The Last of Us Part II significa reviver o trauma, não apenas superá-lo.
Grounded: onde a platina separa os persistentes dos desistentes
O modo Grounded é amplamente apontado como um dos mais punitivos da geração. Aqui:
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inimigos são mais rápidos e letais
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recursos são absurdamente escassos
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qualquer erro é severamente punido
Não é exagero dizer que alguns encontros parecem injustos. Muitos jogadores relatam dezenas de mortes em um único trecho, especialmente em áreas fechadas ou contra chefes específicos.
E ainda assim… isso não é a parte mais odiada por todos.

No Return: o modo que quase quebra quem busca a platina
O modo No Return adiciona um componente imprevisível à platina:
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runs com RNG pesado
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personagens com desafios próprios
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troféus que exigem desempenho perfeito
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e até desafios diários com apenas uma tentativa por dia
É aqui que muitos jogadores relatam frustração extrema, a ponto de considerar desistir. Não pela dificuldade pura, mas pela sensação de falta de controle.
Alguns chegam a recorrer às configurações de acessibilidade para conseguir avançar — e, mesmo assim, sentem que a vitória vem acompanhada de culpa.
Quando a platina vira um dilema pessoal
Um dos pontos mais interessantes dessa jornada é que, ao final, muitos jogadores chegam à mesma conclusão curiosa:
“Eu odiei cada minuto… e isso tornou a experiência ainda mais marcante.”
A platina de The Last of Us Part II não gera apenas orgulho. Ela provoca reflexão — e, em alguns casos, desconforto genuíno.
Valeu a pena passar por tudo isso?
O sofrimento faz parte da mensagem do jogo?
Até onde faz sentido ir por um troféu?
Poucos jogos conseguem ir além do desafio mecânico e colocar o jogador diante desse tipo de questionamento.
Essa sensação fica ainda mais evidente ao acompanhar relatos completos da comunidade. Um dos exemplos mais comentados é o vídeo de IAmRob, que documenta toda a jornada rumo à platina — incluindo Grounded, Permadeath e o modo No Return. Mesmo após quase dois anos da publicação, o vídeo segue recebendo comentários de jogadores que tentaram (ou ainda tentam) sobreviver ao mesmo caminho.
Mais do que um guia, o conteúdo virou um retrato honesto do impacto emocional que essa platina pode causar.























